Sobre o EPECUT 2011

 

Formação e Profissionalização Docente na Amazônia Tocantina:

para que e em que estamos sendo formados?

 

1 – Justificativa

Nos dias 24, 25 e 26 do mês de Agosto do corrente ano, acontecerá o 3º Encontro de Pedagogia do Campus Universitário do Tocantins/Cametá - EPECUT . Em vista ao processo de construção e re-construção do perfil do pedagogo e sua formação para atuar na docência e demais áreas da sociedade, é que dessa maneira partimos dos princípios de compreensão e análises da realidade vivenciada atualmente para entendermos qual realmente é o papel do pedagogo nos dias atuais. Nestes contextos os estudantes do curso de Pedagogia da UFPA/Cametá, graduados, pesquisadores, docentes e grupos de pesquisas e extensão, unem-se para realizar o 3º EPECUT em Cametá/PA. 

O Encontro propõe a socialização e debates das práticas de formação e profissionalização do pedagogo, perpassando para uma linha crítica de dificuldades e possibilidades em relação ao curso de pedagogia. Para que e em que estamos sendo formados? A diversidade educacional e social presente nos dias atuais e na realidade da Amazônia Tocantina trazem a pauta de como está sendo realizada a formação do pedagogo, que questões estão sendo discutidas em suas relações profissionais e do ponto de vista teórico como podemos delinear práticas transformadoras dialéticas e dialógicas para que de fato sejam aplicadas na prática educacional no qual estamos inseridos.

É nessa perspectiva que se realiza o 3º ENCONTRO DE PEDAGOGIA DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO TOCANTINS / CAMETÁ, com a temática FORMAÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE NA AMAZÔNIA TOCANTINA: para que e em que estamos sendo formados?, buscando reunir Docentes e Discentes pesquisadores da Universidade Federal do Pará, bem como outras instituições que estão preocupadas a discutir metas para a educação, considerando a proposta de formação e profissionalização docente em Cametá, na Amazônia Tocantina, no Pará e no Brasil.

 

2 – Eixos Epistemológicos

2.1 – Formação docente em tempos de inclusão escolar;

2.2 – Formação do professor da escola do campo;

2.3 – Gestão de políticas educacionais e formação profissional;

2.4 – Trabalho, educação e movimentos sociais;

2.5 – A atuação do pedagogo em espaços não-escolares;

2.6 – Movimento estudantil;

 

2.7 – Ementas dos Eixos Epistemológicos:

I – Formação docente em tempos de inclusão escolar;

                     A invenção e a exclusão da alteridade “deficiente”.

                     Problematização dos discursos que constituem a metanarrativa da inclusão escolar perspectivas históricas, culturais, políticas e práticas da Educação Inclusiva.

                     Experiências de inclusão escolar.

                     Educação, diversidade e diferença: a escola inclusiva e os mecanismos de inserção social.

                     Educação inclusiva, acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência.

                     Inclusão escolar e formação docente.

                     A política nacional de Educação Especial na perspectiva da Inclusão.

É necessário que percebamos as tradições e paradigmas que hoje em dia, predominam dentro da educação especial\Inclusão que historicamente, a pretensão de definir os sujeitos com alguma deficiência como pessoas incompletas faz parte de uma concepção etnocêntrica do homem e da humanidade, e que vivemos num mundo em que a homogeneidade humana é noticia, e a diversidade, inclusive a população especial aparece sob a forma do exótico, do anormal, sob o rosto da piedade, da caridade que sugere ao resto da população certa curiosidade e em alguns casos, uma voracidade antropofágica.  E ainda, porque não podemos esquecer que poderíamos ter nascido deficientes, podemos ainda ser feitos deficientes ou tornarmo-nos deficientes.  É de nosso interesse, através deste eixo promover reflexões considerando as demandas atuais da Educação Inclusiva, servindo – segundo SKLIAR – como ponto de partida para desacomodar certas tradições às quais tão acostumados estávamos, pois “a Educação Especial\Inclusão não pode continuar sendo o refugio dos professores menos qualificados, a única alternativa profissional por estar mais perto de casa ou uma opção profissional por razões de caridade e compaixão” (FONSECA: 1995).

 

II – Formação do professor da escola do campo;

                     Conceitos sobre Educação do Campo;

                     Distinção entre Educação do Campo e Educação Rural;

                     Educação do Campo no Brasil, Amazônia, Pará e Cametá;

                     Educação do Campo e Políticas Públicas;

                     Movimentos Sociais e Educação do Campo;

                     Marcos constitucional da Educação do Campo;

                     Formação do Professor para a escola do Campo para quê? Para quem? Por quê?

Neste será enfatizado a Educação do Campo a partir dos seus conceitos e distinções entre outras modalidades de ensino/aprendizagem, possibilitando a realização de um Panorama Sócio Histórico da Educação do Campo brasileira, amazônida, paraense e cametaense. Dessa forma, surgem os debates em torno de estudos, pesquisas e movimentos populares visando a elaboração de políticas públicas em Educação do Campo, tratando especificamente das lutas dos Movimentos Sociais Organizados em defesa dos seus direitos.

Este Grupo de trabalho expõe também as conquistas legais da Educação do Campo, apresentando e refletindo sobre as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo CNE/CEB/2002, as Diretrizes Complementares, Normas e Princípios para o desenvolvimento de políticas públicas de atendimento da Educação Básica do Campo/2008 e Lei de Diretrizes e Bases da Educação/9.394/96.

III – Gestão de políticas educacionais e formação profissional;

                     Analisar as políticas educacionais e a gestão escolar, reconhecendo seus princípios básicos, elementos constitutivos, desafios, dilemas, funções e paradigmas, no contexto de escola e sala de aula.

                     Conceituar gestão escolar sob a luz da escola democrática e participativa buscando sua eficácia escolar;

                     Discutir, criticamente, as tendências atuais de gestão escolar, suas principais características, fundamentos, princípios e funções;

                     Verificar a função administrativa da unidade escola e do gestor, contextualizando-as a partir das teorias e das tendências atuais;

                     Averiguar os reflexos do fenômeno da gestão escolar na construção do projeto político pedagógico como base para a construção da cidadania, na escola de educação básica;

                     Caracterizar a dimensão pedagógica do cotidiano da escola e o papel do administrador escolar;

                     Possibilitar a reflexão a cerca da formação profissional do pedagogo em tempos atuais.

A formação dos pedagogos na atualidade deve ser investigada rigorosamente com os olhares voltados sob uma perspectiva de reforma curricular à formação de professores de modo a ajustá-lo à sociedade em que atua, revendo seus conhecimentos e as transformações que devem ser feitas ao seu redor para que possa ser inserida uma política educacional transformadora da realidade de tais profissionais, quebrando paradigmas ultrapassados e criando novos paradigmas educacionais.

No cenário de rápidas transformações sociais e mudanças tecnológicas, em que o global e o local são cada vez mais, interdependentes, as políticas públicas tornam-se ferramentas imprescindíveis para que as decisões tomadas possam contribuir para um futuro sustentável. As atuais políticas educacionais e organizacionais devem ser compreendidas no quadro mais amplo das transformações econômicas, políticas, culturais e geográficas que caracterizam o mundo contemporâneo. Os últimos anos, a temática da gestão educacional democrática da escola e, consequentemente, da sala de aula tem recebido a atenção de um grande número de pesquisadores da área, destacando as bases paradigmáticas da gestão escolar.

A formação de professores como afirma Garcia (1999: in Baumel, 2003) “como processo integrante das políticas educacionais deve ser concebida como um continum, associada à compreensão do desenvolvimento profissional”. Deve ainda estar associada ao processo de desenvolvimento organizacional da escola.

IV – Trabalho, Educação e Movimentos Sociais;

                     Histórico dos Movimentos Sociais;

As organizações de trabalhadores ao longo do tempo no Pará no Brasil e na Europa.

Os vários estágios da organização sindical brasileira no século XX e início do século XXI. 

                     Importância dos Movimentos Sociais;

Discussão da participação do povo nas decisões sobre políticas públicas empreendidas dentro da sociedade.

Posicionamento do trabalhador frente às constantes e características explorações do capitalismo.

                     Trabalho e Movimentos Sociais;

A organização sindical no Pará no Brasil e na Europa na contemporaneidade.

Discutir a atuação dos diversos sindicatos no Pará e no Brasil.

                     Movimentos Sociais, Cidadania e Educação;

Concepções de educação e cidadania vivenciadas historicamente: que tipo de educação era pensado para a burguesia e para a classe trabalhadora.

A dimensão educacional no planejamento dos movimentos sociais.

Resultados/impactos de parcerias entre universidades e movimentos sociais numa perspectiva dialógica entre saber científico sistematizado X saber popular.

                     Trabalho e Educação;

O novo paradigma produtivo e a inserção do pedagogo;

A função social do pedagogo antes das transformações produtivas;

A formação do pedagogo: qualificação e competência.

As relações de produção definem as relações sociais e as formas de organizar o trabalho. Porém, esse trabalho da maneira como entende Saviani (2007) no mundo capitalista é explorado por um preço sempre menor do que produz, definindo, assim, um processo de alienação, negando essa atividade essencial em sua plenitude. Com isso, a educação se torna imprescindível no sentido de racionalizar a evolução de tal processo que deve servir para manter a humanidade e não para sua negação, no qual o fim seja sempre o bem estar dos homens e não o aumento das contradições sociais. E aqui a educação não pode estar voltada para o trabalho no sentido de responder às necessidades funcionais do trabalhador.

Porém na sociedade moderna isso se torna contraditório se fazendo necessário refletir as implicações para formação do pedagogo ou de educadores sociais mediadores de conhecimentos. Diante desse esforço de encontrar a identidade do pedagogo entendemos que a educação tem a tarefa de refletir o principio educativo do trabalho na possibilidade de fazer intercâmbios a outras políticas educacionais pensadas para articulação da dimensão teórica com a dimensão prática tanto da educação formal quanto nos movimento sócias.

V – A atuação do pedagogo em espaços não-escolares;

                     Conceitos e concepções de pedagogia em ambientes não-escolares;

                     Práticas pedagógicas e áreas de atuação do pedagogo em ambientes não escolares;

                     Educação informal, formal e não-formal;

                     O pedagogo no contexto da educação não formal;

                     Pressupostos epistemológicos da educação popular;

                     Estudos de práticas da educação popular em comunidades rurais;

                     Educação popular e educação de jovens e adultos;

                     Estudos de práticas da educação popular em bairros distantes do centro;

Este GT abordará o debate da pedagogia em espaços não-escolares relacionando os diversos campos de atuação do pedagogo ou do educador social, em uma perspectiva de formação e construção da identidade do pedagogo e do lócus onde está se inserindo. Neste sentido, discutirá educação para se pensar na construção de uma educação emancipatória que assuma os sujeitos inseridos fora do contexto escolar. Além disso, pretende-se manter a afinidade entre os conceitos de educação delimitados os processos educacionais tanto na cidade, quanto no campo, atrelando os desafios enfrentados pelos profissionais da educação.

VI – Movimento estudantil;

                     Conscientização e participação política dos alunos do Curso de Pedagogia no século XXI;

                     Universidade e movimentos sociais e sindicais no Brasil;

                     Autonomia estudantil e cultura acadêmica na formação do Pedagogo;

                     A Dimensão pedagógica da participação política por meio do movimento estudantil nas instâncias deliberativas nas IES;

Este visa discutir a conscientização e participação política dos alunos do Curso de Pedagogia no século XXI, buscando compreender a necessária relação entre Formação Acadêmica, movimentos sociais, sindicais e partidos políticos no Brasil. Subjacente a essas questões buscar-se-á debater a construção da autonomia estudantil e a cultura acadêmica na formação do Pedagogo. Além disso, enfatizar-se-á a importância da dimensão pedagógica na participação política por meio do movimento estudantil nas instâncias deliberativas nas IES.

 

 

3 – Objetivos

3.1 – Geral

         Discutir as práticas e processos de formação e profissionalização docente, em uma perspectiva da construção curricular do curso de pedagogia, no que se refere à diversidade de formação de sua identidade nos vários campos de atuação do pedagogo na dinâmica sócio-educacional.

 

3.1 – Específicos

         Discutir e socializar as práticas de formação e profissionalização docente nos campos de atuação do pedagogo;

         Propiciar espaços de interlocução da atuação do pedagogo nas áreas educacionais, de gestão e formação para a diversidade.

         Construir um espaço dialógico de compreensão sobre as diversas experiências que são desenvolvidas na cidade, no campo e nos movimentos sociais relacionando o contexto escola-sociedade;

         Discutir propostas de melhorias e valorização do pedagogo considerando sua importância para o desenvolvimento da sociedade em geral;

         Propiciar debates acerca da inclusão dos povos que constituem a região amazônica (ribeirinhos, agricultores, remanescentes de quilombolas, indígenas, dentre outros);

         Articular e socializar as práticas de movimento estudantil e sua importância para a formação do individuo para atuar na sociedade.

 

4 – Metodologia

 

O 3º EPECUT ocorrerá por meio de Mesas Redondas, Grupo de Discussão e Mobilização, Apresentações de Trabalhos (oficinas, Mini-cursos, Comunicações Orais, Pôster e Exibição de Pesquisas Audiovisuais), Atividades Culturais e Ato público.

Durante o evento ocorreram as seguintes atividades:

 

Credenciamento: Registro dos inscritos no 3º EPECUT, para que possam pegar o material do encontro.

Abertura: Agradecimentos aos parceiros institucionais que ajudaram na construção do evento, com apresentação dos membros da Organização.

Conferência de abertura: Com a temática Formação e Profissionalização docente na Amazônia Tocantina: para que e em que estamos sendo formados?

Mesas Redondas: apresentação de um ou mais temas do 3º EPECUT e em que facilitadores introduzem a discussão durante um determinado tempo, tendo em determinado momento colocações e perguntas feitas pela plenária.

Grupos de Discussão e Mobilização: É coordenado por uma pessoa chamada de “mesa”, que anota as inscrições de quem quer intervir. Outra pessoa faz a relatoria da atividade, recebendo, por escrito, as propostas a serem sistematizadas que culminará a produção de material para o Ato Público.

Apresentação de Trabalhos: Espaço de socializadas das produções acadêmicas relacionadas aos eixos epistemológicos aprovados previamente por meio de edital próprio a serem apresentados no 3º EPECUT.

Atividades Culturais: Serão atividades culturais que ocorrerão nos intervalos dos turnos de atividades. É entendida como atividade cultural a prática de dança, artesanato, teatro, pintura e outras intervenções que serão de responsabilidade da coordenação de cultura e da Divisão de Arte e Cultura do Campus Universitário do Tocantins/Cametá.

Ato público: Momento que as discussões organizadas nos grupos de discussão, bem como, as reivindicações e apontamentos para a educação invadem a ruas da cidade mediante a um passeata.

 

5 – Das inscrições dos participantes no evento

A inscrição no evento poderá ser realizada em ficha de inscrição própria no Campus Universitário do Tocantins / Cametá, pelo site ou blog.

A Ficha poderá ser ser preenchida e enviada via correio eletrônico  pelo e-mail:



História do Projeto

Nessa seção você pode descrever a história do projeto e explicar as razões de sua criação. É conveniente mencionar os marcos importantes e as pessoas de honra que participam.


Nossos Usuários

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